segunda-feira, 30 de julho de 2012
Brasileiros creem que conteúdo postado nas redes sociais pode interferir na carreira
Uma pesquisa feita com brasileiros usuários do facebook revelou que 63% deles acreditam que o conteúdo postado na rede pode causar algum impacto na vida profissional. Os motivos variam entre ter chefe e colegas de trabalho como amigos nas redes sociais, ter um post ou comentário mal interpretado ou até receber uma análise de perfil antes de ser contratado por uma empresa. Além disso, 75% dos entrevistados acreditam que é correto uma organização monitorar o acesso de seus funcionários às redes -- em algumas situações específicas ou durante o expediente. O levantamento, realizado pela Hi-Midia, empresa especializada em midia online, e pela M.Sense, especializada em pesquisa, ouviu 784 pessoas em junho deste ano.
SAP lança programa social para promover desenvolvimento de lideranças
Com o objetivo de oferecer aos seus colaboradores uma inovadora oportunidade de aprendizado e desenvolvimento, a SAP, empresa de tecnologia, lançou um programa global de trabalho voluntário sabático. As equipes de funcionários poderão participar de projetos de curta duração em mercados emergentes (como o Brasil, Índia e África do Sul), prestando auxílio para pequenas empresas, ONGs e outras instituições nas áreas de estratégia, marketing, TI, finanças, consultoria ou processos jurídicos. Com essa iniciativa, a SAP pretende aprimorar as habilidades de liderança de seus talentos, complementando o conjunto de opções de qualificação disponível para todos os seus funcionários. A fase-piloto do projeto teve início neste mês no Brasil, e conta com participação de 30 colaboradores de diversas partes do mundo. Eles devem permanecer no país ao longo de quatro semanas.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Lideranças cristãs afirmam que declaração de Obama favorável ao casamento gay é uma afronta a Deus.
A recente declaração do presidente Barack Obama sobre o casamento gay provocou reações entre os eleitores, analistas políticos e líderes cristãos.
Segundo levantamento feito pelo Instituto Gallup, 60% dos eleitores entrevistados afirmaram que a opinião pessoal do presidente Obama, favorável à união entre pessoas do mesmo sexo, não influenciará na decisão de voto.
Para o restante dos eleitores que afirmaram levar essa opinião em consideração, 26% dos entrevistados consideraram como negativa a postura do presidente, enquanto que 13% passaram a admirá-lo.
O analista político Jeffrey Jones afirmou que a postura de Obama pode representar um prejuízo a curto prazo, mas que pode se tornar um benefício, dependendo de como a campanha prosseguir: “É importante observar que os resultados da sondagem são reações imediatas dos americanos sobre a posição de Obama. É possível que o impacto da declaração acabe por ser maior ou menor, de acordo com a atenção dada à questão durante a campanha presidencial”, afirmou, de acordo com informações de “O Globo”.
A convenção das Igrejas Assembleias de Deus nos Estados Unidos se posicionaram contrários à postura do presidente em relação ao casamento gay. Através de um comunicado oficial, a denominação, que reúne 3 milhões de fiéis no país, declarou que “a crescente aceitação cultural da identidade e conduta homossexual, masculina e feminina, é sintoma de uma desordem espiritual mais ampla que ameaça a família, o governo e a igreja”.
“Embora tenha se tornado muito comum citar a Bíblia grosseiramente fora de contexto para atender a uma agenda pessoal ou política, isso porém não muda o que a Palavra de Deus declara claramente”, afirma o comunicado.
Outra liderança cristã, o pastor Franklin Graham, que é conselheiro espiritual de Obama, afirmou que a mudança de postura do presidente é uma afronta a Deus: “O presidente Obama tem, em minha opinião, fechado o seu punho contra o mesmo Deus que criou e definiu o casamento”.
Para Graham, a definição de casamento não pode ser alterada por leis ou governantes: “A instituição do casamento não deve ser definida pelos presidentes, governadores ou mídia. A definição foi estabelecida há muito tempo e mudar a legislação ou política nunca vai mudar a definição de Deus. Este é um dia triste para a América. Que Deus nos ajude”.
Mano Menezes veta presença de pastor na seleção
Contrariando uma postura adotada durante o período que Dunga comandava a Seleção Brasileira, o técnico Mano Menezes vetou a presença de líderes religiosos na concentração brasileira na Copa América, de acordo com informação publicada no jornal Folha de S. Paulo.
Na época, pastores tinham livre acesso aos bastidores da Seleção. A CBF ainda pretende alertar os jogadores para evitar comemorações com menções religiosas.
Na Copa da África do Sul, em 2010, o pastor Anselmo Alves chegou a frequentar o hotel onde os jogadores brasileiros estavam hospedados.
Ainda de acordo com o jornal, atos como as orações no centro do campo depois da conquista da Copa das Confederações - atitude que foi criticada e censurada pela Fifa - e camisetas com mensagens religiosas deverão ser evitadas.
A influência dos religiosos, principalmente dos evangélicos, perdeu força com a saída de Jorginho, auxiliar de Dunga, e de jogadores como Kaká e Felipe Mello.
Tags: Seleção, Brasileira, Técnico, Mano, Menezes, Líderes, Religiosos, Copa, América, Pastores, Anselmo, Alves,
Pastor tem 170 tatuagens no corpo e lança livro na EXPOCRISTÃ
Não seria difícil encontrar um perfil igual ao seu nas ruas, no meio artístico ou estúdios de tatuagem, a não ser por um detalhe: ele é convertido, se tornou pastor, e mantém um ministério para jovens também tatuados, ou, como prefere, marcados de uma forma ou de outra. Enquanto dentro da Igreja a rejeição aflora, o líder, hoje, maduro e pai de família, se divide entre arrependimento e motivação para compartilhar suas experiências. Alex Costa lança o livro ‘Tatuagens de A a Z’, pela AD Santos na ExpoCristã, que acontece de 20 a 25 de setembro, e reacende velhas discussões sobre comportamento e o preconceito posto em primeiro plano por muitos dos líderes que conheceu.
Evangélico pode usar piercing ou fazer uma tatuagem? Há alguns anos poder-se-ia afirmar que não, mas hoje pouco se sabe ao certo. A banalização transformou principalmente os jovens evangélicos em adeptos da moda. O maior desafio não está em ter atitude, mas sim conquistar a aceitação dentro da Igreja. “A tatuagem não é uma coisa individual, ela trará conseqüências” frisa Alex Costa, o pastor tatuado. Aos mais novos, aconselha “não façam tatuagens”, e guarda para si os detalhes que só o tempo os ensinará. “Eu não dormi amando tatuagem e acordei odiando”.
Na época longe da Igreja, Alex Costa descreve sua primeira tatuagem como um Olho de Hórus, símbolo místico usado pelos povos egípcios. De forma artesanal, foi feita por um garçom na beira de uma praia, e nem a beleza do mar superou o arrependimento no futuro. Também formado em jornalismo, conta que sempre estudava significados e simbologias, para só então saber o que gravar na pele. ”Muitos desenhos, com o passar do tempo, foram tendo seus significados descritos e acabei sabendo que nada tinham haver com o que eu pensava”.
A incerteza de uma tatuagem, o arrependimento e o prejuízo são hoje alguns dos pontos debatidos no Ministério ‘Vidas Marcadas’, mantido por Alex e sua esposa Michelle. O projeto também acolhe jovens vítimas de agressão, drogas e discriminação, igualmente cruel até para os que hoje conseguem lidar. “Quando era tatuador, sentia o preconceito dos que não gostam de tatuagem, e agora pastor, tenho que conviver diariamente com líderes que desviam o olhar”.
Fora do campo estético ou comportamental, Alex reconhece os riscos à saúde em qualquer modificação estética. “Mais de 250 doenças são associadas aos procedimentos de modificações corporais. HIV (AIDS) e Hepatite são as mais agressivas, mas temos testemunhos de câncer, necroses e inflamações. O trauma psicológico de uma tatuagem mal feita também gera muitas vezes danos irreversíveis”. O dado em mãos e as marcas pintadas no corpo são a pitada impactante que o pastor precisava para chamar a atenção dos mais jovens. O resto vem do diálogo aberto, e dos inúmeros obstáculos até hoje sentidos pelo pastor.
Fonte: http://www.guiame.com.br/v4/146837-1692-Pastor-tem-170-tatuagens-no-corpo-e-lan-a-livro-na-EXPOCRIST-.html
Jaime Kemp fala sobre divórcio e sexo antes do casamento
pastor americano Jaime Kemp veio ao Brasil em 1967 e desde então tem trabalhado possuindo grande influência no segmento, principalmente no que se refere ao discipulado de jovens.
São mais de 45 anos de trabalho missionário, em sua biografia podemos citar a fundação do grupo Vencedores por Cristo e a criação do ministério Lar Cristão que atende famílias. Fora isso ele já lançou mais de 50 títulos que tratam sobre namoro, casamento e sexualidade sempre abordando a ótica cristã.
Sobre as mudanças que a sociedade passou nas últimas décadas, Kemp fala que a Igreja precisa se posicionar de acordo com o que a Bíblia diz. “O governo brasileiro aceita um casal amasiado ou amigado por algum tempo, mas nós não devemos aceitar. Nosso cristianismo tem raízes no judaísmo, que registrava os casamentos em um documento, um papel, uma licença’, diz ele se referindo ao conceito de casamento que hoje é considerado o mesmo que uma união estável.
Nesse mesmo período a Igreja se tornou mais permissiva com diversos assuntos ligados ao tema relacionamentos. Prova disso é a pesquisa realizada recentemente no Brasil que mostrou que 47% dos jovens cristãos praticaram sexo antes do casamento. Jaime Kemp que é contra o ato sexual pré-nupcial.
“Minha análise é de que nossos pastores estão sendo intimidados pela juventude. Eles têm medo, assim como os pais, de falar palavras duras acerca das consequências espirituais dessa liberalidade, isso sem mencionar outros problemas, como gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis e o sentimento de culpa por ter transado com uma pessoa e não ter casado com ela”, diz.
Em entrevista à Revista Cristianismo Hoje o pastor fala sobre outros temas e diz que pretende se encerrar seu ministério quando completar 50 anos de atividade no Brasil.
Mas enquanto esse tempo não chega ele planeja novos lançamentos de livros para alertar as igrejas sobre os perigos da pós-modernidade.
Leia na íntegra:
O senhor tem doutorado em ministério da família, disciplina organizada nos Estados Unidos, mas que ainda não tem muito espaço nas igrejas e seminários brasileiros. Por que o assunto não é tratado de maneira mais séria aqui?
JAIME KEMP – Ao longo dos anos, trabalhando com a família, tenho procurado desafiar as lideranças dos seminários brasileiros a incluir em sua grade curricular uma matéria visando à preparação de obreiros e conselheiros qualificados. Há uma enorme necessidade disso! Porém, conheço poucas pessoas que aceitaram o desafio. Há duas razões possíveis para isso – em primeiro lugar, os seminários nem sempre encontram professores habilitados para ensinar a disciplina; e, em segundo, parece que nem mesmo as escolas veem a necessidade de preparar pastores para trabalharem com a família. Então, eles se formam, entram nas igrejas e não têm a mínima ideia de como lidar com as exigências dos nossos casamentos complicados de hoje.
É por isso que, em uma Igreja tão grande como a brasileira, ministérios voltados à família evangélica, como Lar Cristão, ainda são poucos?
Realmente, as igrejas não estão preparadas para lidar com as famílias, e isso acontece porque os pastores não possuem essa visão ou não foram treinados – ou, falando francamente, não estão interessados. Graças a Deus, nos últimos dez anos, o Senhor tem nos abençoado e vemos surgir alguns ministérios eficazes voltados à família. Entretanto, considerando a imensa proporção de trabalho, ainda somos poucos a atuar nessa área. Também é preciso destacar a falta de treinamento de leigos em nossas igrejas, focando, especificamente, o investimento em famílias. É claro que existe, por trás de tudo isso, uma ferrenha batalha espiritual: Satanás está trabalhando incessantemente para destruir as famílias. Por isso, qualquer tentativa para salvá-las requer um grande esforço e muita persistência.
Mas essa dificuldade em se encontrar obreiros e ministérios não decorre, também, do esvaziamento da questão dos valores – inclusive, os familiares – diante da pós-modernidade?
Quando possível, ministérios como Lar Cristão devem se empenhar em defender os valores cristãos, oferecendo uma base bíblica para tudo o que ensinamos. Em relação a assuntos polêmicos da agenda de hoje – como aborto, casamento gay e até a maneira adequada de como disciplinar e treinar os filhos –, penso que devemos ser profetas, insistindo em transmitir as bases bíblicas, mas sempre de modo simpático, sem nos tornarmos agressivos ou chatos. Entre outras filosofias que bombardeiam a família cristã, ressalto o relativismo. Basicamente, ele prega que a Palavra de Deus não deve mais ser considerada como verdade. Cada um pode formar sua própria opinião, e cada opinião é tida como válida. Estamos mergulhados num mar de subjetividade e, definitivamente, retiramos nossa âncora da Palavra de Deus. Mas eu mesmo já fui considerado um discriminador por causa da minha perseverança na defesa da posição bíblica. Creio que os líderes precisam estar preparados para serem perseguidos, ridicularizados e mal-interpretados. Contudo, não precisamos nos preocupar em defender a Palavra de Deus. Sempre que a transmitimos fielmente, é como se soltássemos um leão forte e poderoso. Seu poder jamais passa despercebido. Deus promete que a sua Palavra não voltará vazia!
Para muitas pessoas, o senhor é um conservador, inclusive por causa do conteúdo de muitos de seus livros, editados há vinte, trinta anos. Como o senhor mesmo se posiciona neste aspecto, sobretudo em relação ao que já escreveu?
Eu até fico contente pelo fato de que as pessoas me consideram conservador, porque creio firmemente que o meu posicionamento teológico tem base segura na Palavra de Deus. As ondas filosóficas vão e vêm, mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Por isso, continuo acreditando que há sérias consequências, por exemplo, para um casal que se envolve em relações sexuais pré-nupciais. A Bíblia é muito clara sobre isso. Acredito que a moralidade cristã ainda tem espaço, mesmo na sociedade do século 21.
Então, o senhor continua falando as mesmas coisas?
Cada pessoa tem uma opinião sobre o assunto, mas o que vale é o que Deus pensa. O que ensinei nos anos 1970, continuo ensinando hoje – princípios sobre relações pré-nupciais, relações sexuais fora do casamento, tudo isso, e ainda mais, tem sido ensinado através dos anos. Eu insisto em transmitir aos jovens brasileiros as consequências do sexo pré-nupcial e como é possível viver na pureza. No meu seminário sobre namoro, gasto quase um terço do tempo falando sobre como evitar defraudar o namorado ou namorada, e como cada um deve se guardar para seu futuro cônjuge. O resultado é que centenas de casais têm me comunicado, no decorrer de todos esses anos, a bênção que representou ter recebido uma base bíblica de maneira clara, prática e franca.
Qual é a base bíblica para se defender, especificamente, a castidade pré-conjugal?
Sexo antes do casamento ainda é um tabu evangélico, se basearmos nosso comportamento segundo a Palavra de Deus. O Senhor proíbe relações sexuais fora do compromisso matrimonial. O pecado inserido no sexo antes do casamento é a desobediência à Palavra de Deus. Em Gênesis 2.24,25, Deus estabeleceu os fundamentos do casamento: 1) Os filhos deixam os pais; 2) Eles se comprometem mutuamente, e 3) Há intimidade sexual. Muitos jovens invertem a ordem de Deus. Em I Tessalonicenses 4.6, Paulo exorta os cristãos a se absterem da prostituição. A prostituição, do grego porneia, define qualquer uso da sexualidade fora dos laços matrimoniais.
Pesquisa recente realizada por CRISTIANISMO HOJE e pelo Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã (Bepec) encontrou 47% de respondentes, entre jovens evangélicos, que disseram “sim” à pergunta sobre prática de sexo pré-conjugal. Qual sua análise sobre este número?
Minha própria pesquisa sobre o assunto entre os jovens evangélicos constatou que 52% tiveram pelo menos uma relação sexual antes do casamento, e muitos outros ainda continuam ativos sexualmente, mesmo solteiros. Isso é uma das razões da queda do casamento nos primeiros anos. Estamos vendo agora casamentos que duram apenas dois anos por causa do sentimento de culpa e da desobediência à Palavra de Deus. Minha análise é de que nossos pastores estão sendo intimidados pela juventude. Eles têm medo, assim como os pais, de falar palavras duras acerca das consequências espirituais dessa liberalidade, isso sem mencionar outros problemas, como gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis e o sentimento de culpa por ter transado com uma pessoa e não ter casado com ela.
Responda a uma pergunta que volta e meia provoca controvérsia entre os crentes: existe, de fato, uma pessoa escolhida por Deus para se casar com outra ou essa escolha é individual?
Bem, é claro que o soberano Deus sabe tudo o que vai acontecer em nossas vidas, incluindo quem será o nosso futuro cônjuge. Porém, acredito profundamente que ele dá o privilégio a cada pessoa de escolher com quem quer se casar. O Senhor estabeleceu, em sua Palavra, princípios básicos que nos auxiliam a tomar decisões sábias nessa área, como a admoestação de Paulo acerca de se evitar o jugo desigual com os incrédulos. Quando procuramos saber os princípios básicos que a Bíblia apresenta sobre a escolha do nosso cônjuge e decidimos baseados nesses princípios, Deus abençoa o futuro relacionamento.
Na sua opinião, a Igreja tem oferecido respostas adequadas às novas realidades sociais e comportamentais?
Em primeiro lugar, a Igreja brasileira está muitos passos atrasada na comunicação de atitudes bíblicas com relação a qualquer realidade social. Em termos gerais, o cristão sentado no banco da igreja não tem uma ideia determinada sobre qual atitude deve tomar diante do movimento gay, por exemplo. A esse respeito, temos que responsabilizar os próprios pastores, que muitas vezes também não sabem o que fazer. Mas precisamos estar preparados para sermos acusados de discriminadores, radicais, preconceituosos, atrasados e intolerantes – e até preparados para enfrentar perseguições pela nossa fidelidade no ensino da Palavra.
E o senhor acha que os pastores estão preparados para isso?
Acredito que os pastores têm medo de abordar determinadas questões claramente por medo de serem perseguidos. Por exemplo, em 45 anos que estou no Brasil, nunca assisti a uma palestra de um pastor brasileiro sobre a questão do aborto. Estamos presenciando a morte de milhões de crianças nos ventres das mulheres brasileiras anualmente, e, pelo tamanho do problema, acredito que o pastor deveria estar orientando o seu povo. Em meu seminário, quando falo do aborto, percebo que o povo não tem uma ideia do que é. Eles sabem o que é o aborto, mas não sabem como desenvolver o assunto. Então, no meu entender, o problema está no medo ou na incapacidade de se tratar certos assuntos que não arrancam “aleluias” das pessoas.
Com relação especificamente à homossexualidade, como as igrejas devem tratar os gays?
Devemos ensinar a nosso povo que Deus ama as pessoas homossexuais. Cristo morreu na cruz por todos. Por outro lado, não podemos deixar de também ensinar o que a Bíblia afirma sobre o comportamento homossexual. Aceitar e amar o homossexual não quer dizer que devemos aceitar o seu comportamento ou considerá-lo natural. Ninguém nasce homossexual. Não há nenhuma evidência física, médica ou psicológica que sustente semelhante teoria. Isso é uma estratégia do movimento gay para, de alguma forma, justificar o seu comportamento. O movimento homossexual está prejudicando amplamente a sociedade moderna, através sua pretensão de redefinir a família. Segundo o planejamento de Deus, e por milhares de anos, a família tem sido constituída por marido e pai, esposa e mãe e filhos. De repente, nos últimos trinta, quarenta anos, o homem, em sua imaginária autossuficiência, quer forçar à sociedade uma nova opção. Deus, em sua Palavra, já definiu eternamente o que é uma família.
Mas a definição do que é casamento tem mudado muito. Hoje, o Direito de Família já equipara a união estável ao casamento formal. Sendo assim, ainda cabe exigir dos crentes que formalizem suas uniões conjugais?
E será que devemos seguir o caminho do governo brasileiro? O governo brasileiro aceita um casal amasiado ou amigado por algum tempo, mas nós não devemos aceitar. Nosso cristianismo tem raízes no judaísmo, que registrava os casamentos em um documento, um papel, uma licença. Encontramos esse documento em Deuteronômio 24.1-4. Em meus seminários, eu digo o seguinte às pessoas que vivem maritalmente: vamos regularizar essa situação, fazendo o casamento em cartório. Devemos ser bíblicos – e, biblicamente falando, duas pessoas que moram juntas sem serem casadas estão vivendo em adultério. Isso abre precedente para que os filhos desses casais venham a fazer o mesmo. Nós não deixamos um casal amasiado ser membro de nossa igreja justamente porque, para nós, eles estão no estado de adultério.
Quando o senhor chegou ao Brasil, nem havia ainda a chamada lei do divórcio, instituída em 1977. Hoje, a dissolução do casamento é vista com naturalidade, inclusive entre os evangélicos. Na sua opinião, há situações em que a Igreja deveria considerar o divórcio inaceitável?
Eu costumo dizer em meus seminários que, hoje em dia, é mais fácil finalizar um processo de divórcio do que desligar a água ou a luz de sua casa junto à empresa responsável. Esta é uma das razões porque o número de divórcios aumenta nas igrejas a cada dia. Um dos motivos desse fenômeno é que está desaparecendo o estigma que existia a respeito. O rebanho não conhece o ensino da Palavra de Deus sobre o divórcio e novo casamento. Todavia, baseado em fundamentos bíblicos, há duas concessões para o divórcio: a primeira é relativa à infidelidade, conforme Mateus 19.9; a segunda diz respeito ao abandono, por parte do incrédulo, de acordo com I Coríntios 7.12 a 15. Nesses casos, a parte inocente, digamos assim, teria a possibilidade de um novo casamento. Agora, o cônjuge que traiu ou abandonou, se casar de novo, estará cometendo adultério, como disse Jesus. Deixe-me fazer uma outra observação: se tudo isso – separação, divórcio, abandono, infidelidade – ocorreu antes da conversão da pessoa, então, creio que não conta, ou seja, todas as coisas são novas através da conversão. Sei que há divergências sobre isso e eu respeito a opinião dos que não acreditam assim. Em meu livro Antes de dizer adeus, dedico um capítulo inteiro para tratar dessa posição bíblica que estamos falando aqui.
E quanto ao divórcio entre a liderança, qual deveria ser a posição das igrejas?
Não sou profeta, nem filho de profeta, mas eu, anos atrás, profetizei que nós iríamos entrar em uma onda de divórcios nos púlpitos da nossa terra. E isso está acontecendo hoje. Então, cada igreja tem que estabelecer o que vai acontecer se seu pastor adulterar, largar sua esposa. Na minha opinião, não poderia continuar. Em I Timóteo 3, Paulo fala sobre as qualificações de um líder, e uma delas é de ele ser irrepreensível. Então, um pastor que largou sua mulher não é irrepreensível. As pessoas na igreja vão ver esse homem e lembrar que ele largou a mulher – então, não tem jeito de continuar como pastor. Há igrejas que estão aceitando pastores mesmo depois do divórcio. Mas não é correto.
Dois dos aspectos mais polêmicos da Bíblia em relação à família dizem respeito à submissão da mulher ao marido e ao rigor na criação dos filhos – e ambos são muito contestados hoje em dia, mesmo dentro das igrejas. Ensinamentos tão antigos ainda têm validade plena hoje?
A Palavra de Deus se aplica a qualquer cultura, raça ou época. O método pode ser diferenciado de cultura para cultura; porém, o conceito deve manter-se inalterado. Submissão transmite a ideia de respeito, que é exatamente a maior necessidade de qualquer marido. No passado, aconteceu um desequilíbrio no ensino dos papéis do marido e da mulher no casamento. A interpretação equivocada do conceito provocou a exacerbação do machismo e uma visão exagerada quanto à submissão da mulher. A meu ver, e é o que ensino, quando um homem ama sua esposa como ela deve ser amada, torna-se mais fácil para ela submeter-se à liderança do marido. Já quanto aos filhos, bem, a Bíblia fala no castigo, mas acho que é mais importante enfatizar a disciplina, que tem o propósito de desenvolver o caráter e corrigir a criança. Essa disciplina deve ser aplicada com temperança, e nunca em um momento de raiva por parte dos pais. Sim, acredito na disciplina com vara, que é um ensino bíblico, mas jamais aceitarei o espancamento, o abuso e outras formas impróprias de exercer a autoridade que, no final, só subjugam, revoltam e aniquilam a alma da criança. É o amor que deve conduzir e envolver a vara da disciplina
O senhor veio para o Brasil há 45 anos, época em que o país e a Igreja Evangélica eram muito diferentes do que são nos dias de hoje. Encontrou muitas dificuldades de adaptação?
Foi fácil para Judith e eu nos adaptarmos aos costumes do Brasil e da Igreja brasileira. O povo brasileiro sempre foi e continua sendo simpático e acolhedor. E tem sido um enorme prazer servirmos ao Senhor neste país! Na época, os jovens foram nossos “professores”, pois nos ajudaram a adaptar o que tínhamos a transmitir de uma forma que não ferisse os costumes do povo brasileiro. Quero confessar que estou mais adaptado à cultura brasileira do que à americana… Um dos motivos é porque moro no Brasil há tantos anos. E quero registrar aqui que sou palmeirense, gosto de churrasco e de um café bem forte!
O senhor ainda pretende trabalhar muitos anos no Brasil?
Eu pretendo encerrar meu ministério, se Deus permitir, ao completar 50 anos no Brasil. Mas, até lá, tenho mais alguns livros para escrever. Um deles é justamente sobre a pós-modernidade e a Igreja desse tempo. Nós estamos vivendo uma época exclusiva, diferente, em que filosofias como o humanismo, o secularismo, o hedonismo, o materialismo e o relativismo estão batendo diretamente na igreja e na família. Vou falar sobre a sobrevivência da família brasileira diante de tantas dificuldades. Além disso, ainda tenho seminários para ministrar e pessoas para evangelizar e discipular por aqui, para a glória de Deus!
Entrevista extraída da revista Cristianismo Hoje
Igrejas lançam aplicativos para celular
A cada dia mais as Igrejas estão entrando na era da tecnologia, da internet e da informação rápida e movel, por isso a Igreja Renascer e a Igreja Universal estão investindo nisso.
A Rede Aleluia, sistema de rádios da Igreja Universal, lançou um aplicativo (software próprio para celulares smarphone) para se ouvir todas as emissores conveniadas através da internet de onde estiver através de seu aparelho celular. São mais de 60 rádios espalhadas em 75% do território nacional com músicas selecionadas pela denominação e mensagem de pastores e bispos da mesma. O aplicativo está disponível atualmente apenas para produtos da Apple, como iPad, iPhones e alguns iPods.
Já a Igreja Renascer lançou um aplicativo diferente visando a divulgação de seus templos oficiais. Os celulares que tiverem GPS poderão localizar os templos mais próximos de sua localização. O aplicativo está disponível para alguns celulares com o sistema Android do Google. Nele é possível também acessar o site da denominação e ligar para o call center (0300) disponibilizado pela Igreja Renascer.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Ator que representa Judas se enforca durante apresentação em Itararé, SP Guarda Civil afirma que ele teria se confundido com os nós da corda. Ator foi transferido em estado grave para a Santa Casa de Itapeva.
Um ator que representava Judas durante uma encenação da 'Paixão de Cristo' em Itararé (SP), se acidentou durante o espetáculo na noite desta sexta-feira (6).
De acordo com informações da Guarda Municipal de Itararé, o ator Tiago Klimeck, que participava do teatro na Praça da Matriz, teria se confundido com os nós da corda do cenário e se enforcou acidentalmente.
Durante a encenação, o ator devia subir em uma pedra do cenário com uma corda colocada em volta do pescoço para, em seguida, simular o enforcamento de Judas. Segundo um dos integrantes da grupo teatral, Tiago se enforcou com o colete de segurança colocado por baixo da roupa, que daria sustentação na hora de simular o enforcamento.
A encenação continuou, pois os integrantes da peça não perceberam que Tiago estava inconsciente. Um dos integrantes da peça disse que Tiago ficou desacordado por cerca de quatro minutos, pois fazia parte da atuação ele se fingir de morto.
Tiago ficou cerca de 3 a 4 minutos desacordado.
(Foto: Sandro Azevedo - Virtual Guia)O ator foi levado inconsciente por agentes da Guarda Municipal para a Santa Casa da cidade, onde permaneceu internado na UTI até a manhã deste sábado (7), quando foi transferido em estado grave para um hospital em Itapeva (SP).
Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, Tiago passou por exames e segue internado na UTI, em estado grave.
A diretora da peça lamentou o que chamou de "fatalidade" e disse que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos.
Já a Prefeitura de Itararé informou que dava apoio com a estrutura da peça, mas que não tinha ligação direta com o evento.
De acordo com informações da Guarda Municipal de Itararé, o ator Tiago Klimeck, que participava do teatro na Praça da Matriz, teria se confundido com os nós da corda do cenário e se enforcou acidentalmente.
Durante a encenação, o ator devia subir em uma pedra do cenário com uma corda colocada em volta do pescoço para, em seguida, simular o enforcamento de Judas. Segundo um dos integrantes da grupo teatral, Tiago se enforcou com o colete de segurança colocado por baixo da roupa, que daria sustentação na hora de simular o enforcamento.
A encenação continuou, pois os integrantes da peça não perceberam que Tiago estava inconsciente. Um dos integrantes da peça disse que Tiago ficou desacordado por cerca de quatro minutos, pois fazia parte da atuação ele se fingir de morto.
(Foto: Sandro Azevedo - Virtual Guia)
Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, Tiago passou por exames e segue internado na UTI, em estado grave.
A diretora da peça lamentou o que chamou de "fatalidade" e disse que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos.
Já a Prefeitura de Itararé informou que dava apoio com a estrutura da peça, mas que não tinha ligação direta com o evento.
Acusado de matar jovem negro paga fiança de US$ 150 mil e deixa prisão
Vigia voluntário estava preso desde o dia 11 de abril na Flórida, EUA.
George Zimmerman teria matado adolescente de 17 anos em caso polêmico.
Do G1, com agências internacionais*
11 comentários
Zimmerman, que estava preso desde o dia 11 de abril, quando se entregou às autoridades, teve o direito a liberdade sob fiança garantido em uma audiência na Flórida na sexta (20). O juiz da decisão também determinou que, para ser libertado, o acusado fosse monitorado por um sistema GPS, além de não poder portar armas, consumir álcool e se comunicar com a família da vítima.
O caso teve grande repercussão nos EUA devido ao seu caráter racial. Martin, de 17 anos, era negro e estava desarmado quando foi baleado por Zimmerman, de 28, que é branco e hispânico. Segundo o vigia, ele agiu em legítima defesa.
Fazendeiro encontra rato gigante
Em Contry Durham, na Inglaterra o fazendeiro Brian Watson, de 67 anos, encontrou em sua propriedade um rato que media 1,22m do focinho ao rabo.
"Ele não estava se movendo muito rápido. Acho que estava grávida. Dei-lhe uma boa surra, pois tenho pavor de ratos e esse era enorme", disse Brian para o "The Sun".
"Ele não estava se movendo muito rápido. Acho que estava grávida. Dei-lhe uma boa surra, pois tenho pavor de ratos e esse era enorme", disse Brian para o "The Sun".
Assinar:
Postagens (Atom)